quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A diferença entre ser líder e estar na liderança

Hoje quero falar sobre liderança. Mas não a liderança cargo, porque ser líder não é ocupar um cargo dentro da empresa. Ser líder é um estado de espírito. Quem é líder "é", quem ocupa um cargo "está".

Tenho duas notícias: uma boa e outra ruim. A ruim é que se você está com problemas para que suas ordens sejam acatadas por sua equipe, você não "está" sendo um bom líder. A boa notícia é que isso pode ser trabalhado e desenvolvido: basta você querer dar o primeiro passo.
Por isso, quero te dar algumas dicas que farão toda diferença em sua liderança. Vamos lá?
Imagem: Thinkstock

Dê sugestões ao invés de ordens:

Você está com problemas para que suas ordens sejam acatadas? Poxa, mas esse já é o problema. As pessoas não gostam de receber ordens. Aí você me pergunta "mas eu sou chefe, tenho que dar ordens e elas precisam ser cumpridas!". Ok, eu concordo com você, existe um cargo a ser honrado. Mas para que esse mesmo cargo tenha um sucesso sustentável, você precisa ser o espírito desse cargo, e não apenas estar nesta função. Mas como? Vamos começar com uma simples atitude: ao invés de dar ordens, procure dar sugestões. Por exemplo, ao invés de dizer "Faça esse relatório. Quero impresso em minha mesa até às 11 horas", diga "Preciso muito de sua ajuda agora! Sei que já são 9 horas e preciso do relatório até às 11 horas para uma reunião. Você consegue prepará-lo para mim?". Você tem dúvidas de que a aceitação da "ordem" será bem diferente ?
Quando dadas na forma de perguntas, permitimos que as ordens sejam mais aceitáveis. Precisamos aprender a nos conectar com as pessoas para obter o melhor resultado. É fundamental não nos concentrarmos apenas em nossos resultados, mas no resultado do grupo. Fazer parte do desenvolvimento das pessoas é gratificante e nos faz crescer como líderes – tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Deixar que as pessoas façam "por vontade própria" lhes dá sensação de importância e a satisfação de fazer parte de algo maior. Alimenta o espírito de cooperação ao invés de revolta. A sensação de ser parte da situação permite que as pessoas compreendam seus erros e facilita a aceitação e correção dos mesmos.

Estimule as pessoas para o sucesso:

Envolva toda a equipe na resolução dos problemas. É péssimo ver um líder que diz "o fracasso foi nosso, mas o sucesso só meu". É péssimo também ver aquele líder egocêntrico, que sabe tudo, que resolve tudo "sozinho". Envolver a equipe na resolução dos problemas faz com que cada membro sinta-se envolvido de verdade, comprometido e, dessa maneira, mais estimulado a produzir, otimizar e solucionar.

Elogie e estimule ao invés de censurar e condenar:

Erros acontecem. Fazem parte do aprendizado. Mas não é porque seu colaborador errou que você precisa xingar, humilhar, mostrar quão errado ele foi. Sente com essa pessoa e descubra por que aquele erro foi cometido. Dessa maneira, você estará ensinando a nunca mais cometer o mesmo erro e, ao mesmo tempo, entendendo porque determinada atitude foi tomada. Estimule esse colaborador a continuar tendo ideias e iniciativas, mas peça que da próxima vez ele o consulte antes de agir.
Sobre essa atitude na liderança, acho incrível uma frase de B. F. Skinner, que diz "quando se diminui a crítica e se enfatiza o elogio, as coisas boas que as pessoas fazem recebem reforço e as coisas más são atrofiadas por falta de atenção".

Elogie mesmo os menores progressos:

Muitos líderes esperam grandes acontecimentos para parabenizar sua equipe. Mas não é assim que funciona! Elogie, vibre, parabenize a equipe por todo resultado positivo, desde a otimização de uma simples tarefa até uma super iniciativa de redução de custos. Pequenos estímulos fazem com que a equipe sinta-se mais confiante e cada vez mais empenhada em mostrar resultados positivos. Todos nós gostamos de ser elogiados, não é mesmo?
No entanto, seja específico e sincero em seus elogios. Aponte aquilo que te satisfez e do seu jeito – não queira ser o "Líder simpatia" se esse não é o seu perfil, mas também não sinta-se tolhido se no dia a dia for expansivo. Não deixe que os elogios pareçam bajulação pois, dessa maneira, começará a ser simplesmente ignorado.

O ser humano vive dentro de seus limites (William James):

Por último, e não menos importante, lembre-se que cada pessoa é única, tem suas qualidades, defeitos e limites. Se você, como líder, reparar que um colaborador não se sai bem em determinada tarefa por diversas vezes, troque o mesmo de lugar. Aptidões devem ser estimuladas. As vezes um colaborador excelente em planilhas, pode ser péssimo em relatórios. Ou aquele que não consegue se apresentar em público, faz as melhores apresentações possíveis em PPT.
Enfim, meus amigos, qualquer um pode estar líder, mas nem todos podem ser líderes. Desenvolva sua equipe. Conquiste as pessoas. Seja admirado e copiado e, dessa maneira, exerça com perfeição a palavra liderança!
Van Marchetti - Consultora, palestrante, facilitadora e instrutora de treinamentos corporativos e individuais. Diretora da Attitude Plan – Consultoria e Treinamento Empresarial. Ministra treinamentos nas áreas de oratória, liderança, administração de conflitos, integração de equipes, técnicas de apresentação e comunicação e relacionamento em vendas. Professora de pós-graduação, Van também ministra sessões individuais dos temas acima. 
Fonte: administradores.com

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Coaching: 4 atitudes do líder que ajudam o time a ser mais produtivo

A produtividade acontece em três esferas. A primeira, sem dúvida, é a esfera pessoal, ou seja, o indivíduo aprendendo a melhorar o uso do seu tempo com técnicas de planejamento, organização etc. A segunda é a esfera da equipe, ou seja, pessoas que juntam seus aspectos individuais de produtividade e devem seguir um modelo comum para obter resultados. A terceira esfera é a organização, ou unidade de negócio, formada pelo conjunto de equipes que seguem estratégias de produtividade para atender os anseios da empresa.

Na segunda esfera, onde as equipes são o foco, o papel do líder é essencial para o time ser eficiente ou perder o rumo. Selecionei alguns tópicos que considero vitais nessa esfera, para que o líder ajude seu time a atingir os objetivos.



Estabelecer um propósito comum

Em um mundo tão high-tech como o nosso pode parecer antigo falar de propósito, mas esse conceito é mais atual do que nunca. As pessoas vivem por aspirações, sonhos, missões, por coisas que transcendem o salário, metas, processos e sistemas. Isso vale muito para a geração Y, pois não basta dizer o que os Ys devem fazer, devemos inspirá-los a fazer por si próprios. Estabelecer um propósito comum é uma discussão que precisa ser incentivada pelo líder na equipe.

Saber o que deve ser feito

Pode parecer óbvio, mas infelizmente a maior parte dos líderes não tem a menor ideia do próximo passo que deve ser dado para executar o projeto, atingir os números da meta, melhorar a qualidade do atendimento, etc. E em muitos casos ele não precisa saber mesmo, mas precisa ajudar o time a descobrir. Se não há clareza do que deve ser feito, as pessoas enrolam, adiam, executam coisas secundárias e quando se vê o que é realmente importante fica de lado frente às circunstâncias e urgências. Parar e discutir os próximos passos, determinando tarefas com clareza e tempo de duração, é essencial para uma execução aprumada.

Não gastar tempo com os que não melhoram

Eu acho que devemos ajudar as pessoas a melhorarem sua performance. Eu acredito na Tríade de oportunidades aos membros da equipe. Errou uma vez, treine novamente. Errou a segunda na mesma coisa, construa o feedback e ajude-o a melhorar. Errou a terceira é o sinal de falta de perfil para estar naquela equipe. Errou a quarta é perda de tempo. Uma pessoa improdutiva na equipe contamina as pessoas e tira o resultado coletivo. É comum que uma pessoa competente não consiga performar se estiver no lugar errado, com as pessoas erradas ou com a função errada. Cortá-la é um ato que será benéfico em médio prazo para ambos os lados, por mais que no início possa parecer o contrário.

Intolerância a improdutividade

E , por último, se algo está constantemente dando problema e entrando na urgência, é o papel do líder não aceitar que isso seja normal e atuar de forma a evitar que o problema se repita. A tolerância ao erro cria um ambiente no qual o urgente passa a ser normal e isso não será tratado pelas pessoas com a devida importância.

Fonte: administradores.com

G20 revisa novos alarmes mundiais e avança em programa de reformas

Ministros e presidentes de bancos centrais do Grupo dos Vinte (G20) estão reunidos a partir deste domingo (4) no México em um encontro de dois dias que permitirá revisar os novos alarmes do cenário econômico mundial e as medidas para corrigir problemas de fundo.

A crise na Europa, que concentrou a maior parte das preocupações conjunturais do G20 nos últimos meses, parece ter aberto passagem aos riscos do precipício fiscal que enfrenta os Estados Unidos se não se fecharem consensos políticos para o próximo ano.

"Este precipício fiscal implica que à revelia de um acordo político (entre democratas e republicanos) haverá por um lado um aumento das taxas de impostos e por outro lado uma redução importante no montante do gasto público", explicou em entrevista coletiva o secretário de Fazenda do México, José Antonio Meade.

Ministro das Finanças da Índia, P. Chidambaram participa de entrevista neste domingo (4) (Foto: Reuters)
 
Meade acrescentou que se calcula que essa redução do gasto público nos EUA "poderia implicar entre 4 e 5 pontos percentuais do PIB" desse país.
"Nas últimas reuniões, os Estados Unidos manifestaram sua confiança de que será capaz de conseguir os consensos políticos necessários para que se consiga um ajuste que mande sinais claros de consolidação fiscal", acrescentou.

Esse foi o único tema conjuntural mencionado por Meade quando foi consultado sobre os assuntos que dominariam a reunião de ministros de Fazenda e de Economia, e de presidentes de bancos centrais do G20 e de países convidados a esse fórum de consultas.

Ele o fez no final de uma exposição sobre medidas para reforçar a força financeira no manejo de desastres, na qual participaram também o presidente do Banco Mundial (BM), Jim Yong Kim, e o secretário-geral da OCDE, José Ángel Gurría.

Esse foi o único ato aberto aos jornalistas desta reunião antes que nesta segunda-feira à tarde se desenvolvam várias rodas de imprensa para fazer uma avaliação das conversas que os representantes do G20 mantêm na capital mexicana.

A reunião se desenvolve com notáveis ausências, como a do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geither, e do titular do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, embora seja possível que também faltem à reunião outros representantes.

Os organizadores da reunião não divulgaram a lista de presentes.

'Assuntos de fundo'
 

Além dos temas de conjuntura, Meade disse que serão analisados outros assuntos de fundo como a volatilidade nos preços internacionais das matérias-primas e o avanço da regularização financeira internacional.

A Espanha, que estará representada pelo ministro da Economia, Luis de Guindos, terá oportunidade de explicar os resultados das últimas reformas tomadas por seu Governo, como a financeira e a laboral, segundo disseram à Efe fontes de sua delegação.

Essa explicação será dada durante o jantar de trabalho do G20 desta noite, que dará início às sessões nesta capital.
As mesmas fontes disseram que De Guindos também se referirá à criação do "banco podre" que administrará os ativos tóxicos imobiliários e os sinais que indicam certa estabilização na destruição do emprego no setor privado, entre outros temas.

A reunião que começou neste domingo é a última que o México coordena como presidente rotativo do G20, uma função que termina no final deste mês, quando passará o bastão à Rússia.

Segundo se anunciou previamente, não haverá um ato formal de transferência, ao se tratar de um fórum de consultas informais, mas será mencionado durante as deliberações das próximas horas.

A Rússia se encarregará da Presidência rotativa do G20 durante 2013 e depois passará para a Austrália, países que, junto com o México, farão parte da troika que durante o próximo ano fará um acompanhamento das atividades deste fórum.

"A participação da Rússia neste processo foi muito ativa, e permite prever que haverá uma transição fluente do G20", afirmou Meade.

fonte: G1.com.br

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Marcas precisam se humanizar para conquistar lealdade


Construir lealdade à marca é uma questão cada vez mais complexa. Conquistar o consumidor exige entender esta relação como um processo dinâmico regido por diferentes pontos de contato e o mais importante, baseado na humanização. O diálogo entre marcas e clientes está ligado com a emoção e a satisfação no momento do consumo. Quem explica é Helen Zeitoun, diretora global de marca e experiência do consumidor e presidente da operação francesa da GfK.

A executiva chama a atenção para a formação de uma nova geração de consumidores ávidos pela comunicação instantânea e pela interação multicanal. “Diria que aumentou a dificuldade para capturar este consumidor. Esta geração está exposta a uma grande quantidade de pontos de contato com a marca ao mesmo tempo”, explica Helen Zeitoun.



marketing para atrair este novo perfil deve estar baseado na transparência e em valores, já que trata-se de um público que busca cada vez mais uma relação emocional com as empresas. “Temos que refletir sobre como incluir os aspectos emocionais e sociais nesse diálogo e, para isso, esta relação tem que ir além da transação comercial”, comenta Helen Zeitoun. Leia a entrevista na íntegra.

- Como as marcas podem conquistar consumidores leais?
Helen Zeitoun: Quando nos referimos à lealdade às marcas, ou Brand Loyaty, estamos falando de duas palavras com significados interessantes. Quando falamos em marcas, estamos tratando de aspectos afetivos e cognitivos. Já a lealdade diz respeito à satisfação na experiência de consumo.
Quando colocamos estas duas palavras juntas, as relacionamos com lealdade do consumidor e gerência de branding, que são, muitas vezes, tratados como departamentos separados dentro de uma organização. Essa questão nos faz refletir sobre os conceitos de brand experience e customer experience. Para criar a verdadeira lealdade das marcas temos que entender corretamente o seu momento, bem como a experiência do consumidor.
Temos que entender também que não vivemos em um ambiente mecânico. Pelo contrário, a experiência e a construção de relacionamentos são itens cada vez mais importantes neste novo ambiente de diálogo. A combinação de todos os tipos de experiência com os pontos de contato, a nova economia e a nova arena das métricas fazem deste um ambiente único. A lealdade diz respeito ao relacionamento que é construído e isso tem um impacto direto no valor que o cliente cria para a empresa ao longo de sua vida.

- É mais difícil criar lealdade com a nova geração de consumidores?
Helen Zeitoun: Diria que aumentou a dificuldade para capturar este consumidor. Em primeiro lugar, esta geração está exposta a uma grande quantidade de pontos de contato com a marca, o que chamamos na GfK de pontos de experiência. Eles não vão apenas aos canais tradicionais, como se fazia no passado, mas vão para a web, para o Facebook e estão muito mais interessados nos aspectos interativos, colaborativos, nas trocas que acontecem neste ambiente. O interesse deles está muito mais nos aspectos emocionais aos quais se conectam com as marcas do que com os mecânicos e transacionais.
Esta é uma realidade para todos, mas, principalmente para esta nova geração que está exposta praticamente todo o tempo a estes pontos de contato com as marcas. Por isso desenvolvem, querendo ou não, uma experiência que tem mais aspectos emocionais e sensoriais sobre as organizações. Este novo consumidor desenvolve uma relação com as marcas que é bem mais difícil de capturar, pois é mais complicado monitorar todos os pontos de contato que este indivíduo possui durante a sua vida.

- Como se diante deste consumidor?
Helen Zeitoun: O gerenciamento de marketing para esta nova geração tem que buscar uma diferenciação, pois este público busca novas formas de relacionamento que precisamos entender, medir, rastrear e que vão muito além de saber se um consumidor gosta ou não de uma determinada marca. Temos que refletir sobre como incluir os aspectos emocionais e sociais neste diálogo. Para fazer isso, esta relação tem que ir além da transação comercial. Para o gerente de marketing, é necessário bem mais do que ele tinha no passado. Não é apenas mais um approach econômico. Se entendermos estes aspectos, a lealdade do consumidor pode ser muito maior, muito mais forte. Porém, temos que trabalhá-la de maneira diferente.

- As empresas estão preparadas para lidar com tantos pontos de experiência dos consumidores com suas marcas?
Helen Zeitoun: Vivemos hoje um momento de transição no qual o primeiro ponto é que existem diferentes tipos de empresas. Alguns conversam e estudam o tema, mas ainda não fizeram dele uma prática. Em outros casos, temos um cenário onde a direção quer fazer uma renovação da marca, engajar os consumidores, ampliar seus pontos de contato e, para isso, precisa lidar com este cenário complexo. Muitas companhias nos procuram em busca de pesquisas e números sobre este assunto. É difícil analisar a complexidade destes pontos de contato e entender como isso impacta o momento da marca. Nem sempre vendas, marketing e desenvolvimento de produto estão conectados. Muitas vezes, são áreas diferentes e que não compartilham a informação.

- Como as empresas vêm atuando para gerar uma experiência melhor para o consumidor?
Helen Zeitoun: Mais e mais empresas estão trabalhando para superar estas barreiras e trabalhar em conjunto para criar uma melhor experiência para o consumidor. Para fazer isso, é ele quem deve estar no centro das ações e é preciso criar conselhos de branding com pessoas de diversos departamentos da organização para trabalhar esta transição. A verdade é que a estrutura de muitas companhias não parece adequada para criar esta experiência. Estas empresas são as mais sedentas por conhecer tudo o que estamos fazendo neste sentido.

- As empresas fazem muitas ações no digital que ainda seguem os modelos da publicidade tradicional e não necessariamente refletem todo o potencial destes canais. Ainda é necessário evoluir na maneira como se trabalha nestes meios?
Helen Zeitoun: O digital é o caminho normal a partir de agora. Talvez um pouco mais atrasado no Brasil, mas este é o novo padrão. Todas as empresas têm que abrir os olhos para o fato de que o digital é mais um dos pontos de experiência dos quais falamos antes. Se você é um consumidor, visita a fan page da marca, o e-commerce, o blog, e a experiência tem que ser a mesma em todos estes canais. Em termos de mensuração e aproximação, não podemos criar gaps nos pontos de contato com o consumidor
A estratégia no digital deve estar totalmente voltada para a experiência do consumidor. Não se pode, por exemplo, separar o digital do restante da estratégia de marketing, ou muito menos planejar o digital sem olhar para fora. Este é um erro. As empresas precisam integrar o digital, pensar em cross media e cross experience points. Pensar nestes pontos e canais de ativação é muito importante.

- Como você vê o marketing e o Branding nos próximos cinco anos?
Helen Zeitoun: Como foi dito, o digital agora é o normal. Não teremos mais esta divisão de orçamento e de planejamento entre o online e o offline. O consumidor que nasceu no digital não diferencia estas esferas, por isso o planejamento de Branding terá que englobar tudo. A força de uma marca estará cada vez mais na maneira como ela constrói este relacionamento com os consumidores. A publicidade tradicional continuará tendo força, mas em muitas ocasiões, outros pontos de contato terão importância maior. Por exemplo: se você vai comprar um produto eletrônico, ouvirá outras pessoas, buscará as opiniões e resenhas nas redes sociais e confiará cada vez mais na informação obtida nestes pontos de experiência.

- Como as empresas vão atuar em um future próximo para criar consumidores leais e criar boas experiências de consumo?
Helen Zeitoun: Temos a consciência de que o marketing de massa foi bom, mas hoje temos que nos voltar para as pessoas e para a autenticidade dos relacionamentos entre marcas e consumidores. Temos que nos voltar para a interação, para as pessoas e para a humanização. marketing não é apenas engenharia de vendas, processos, produtos e anúncios. Marketing é essencialmente olhar para o ser humano. O marketing do futuro será aquele que considera seriamente o ser humano como centro das estratégias, dos processos, da cultura, da tomada de decisão.
O marketing não é apenas para criar share de mercado. Estamos falando de algo mais profundo, que é criar crescimento sustentável para as marcas. No final das contas, são as pessoas que tornam uma marca sustentável, são as pessoas que mantêm o seu crescimento. Este é o grande futuro para o gerenciamento das marcas e para o gerenciamento do marketing nas organizações. Acredito que os países asiáticos podem estar na frente deste processo, pois possuem uma cultura historicamente mais voltada para as pessoas, enquanto os ocidentais são mais cartesianos, mais mecânicos.

Fonte: Exame

Cinco dicas para fazer um check-list antes de escolher um programa de gerenciamento de projetos on-line


O mundo digital tem mudado a maneira como tomamos as decisões de compra. Até ontem, costumávamos ir naquele mercadinho do bairro procurando produtos que estavam ao nosso alcance. Íamos até as lojas no final da rua e torcíamos para que elas tivessem o que precisávamos. Era viável pesquisar preços de um produto em apenas duas ou três lojas.


No entanto, sabemos que a internet mudou todas as regras desse jogo. Agora, entramos em uma loja com um smartphone. Com um simples aparelho conetado à internet, pesquisamos o produto que queremos e imediatamento temos uma variedade de informações na ponta dos dedos. Com alguns cliques podemos ter qualquer item na nossa porta no dia seguinte.
Os princípios de como avaliar um produto com informações encontradas na internet também valem para a compra de um programa de gerenciamento on-line. Elaboramos uma lista com cinco itens importantes para um check-list:

1 - Saiba o que você quer

A primeira coisa que você precisa ter é uma noção sobre gerenciamento de projetos em geral. Será difícil tomar uma boa decisão se este for o seu primeiro dia de trabalho como um gerente de projetos. Você precisa ter alguma experiência para entender os prós e os contras desse trabalho, tendo uma ideia clara na cabeça do que procura alcançar dentro de determinada empresa. Não se aflija se você for novo em gerenciamento de projetos. É possível acelerar o processo de aprendizagem com leitura especializada e realização de networking com outros gerentes de projetos. O conhecimento que você adquire com outros profissionais irá provar-se precioso em seu processo de seleção da ferramenta.

2 - Conheça sua empresa

Faça uma pesquisa em sua empresa e veja o que os outros departamentos estão usando comoprograma de gerenciamento de projetos on-line. Em muitas companhias, dois setores podem trabalhar com programas diferentes, de maneiras independentes. Você pode encontrar dentro da própria empresa um programa já utilizado em alguma área que satisfaça as suas necessidades.

3 - Descubra o que os outros pensam

Esteja ciente de que quando você compra um programa de gerenciamento de projetos on-line todos os sites tentarão convencê-lo do quão revolucionário é seu produto. É difícil saber como um produto irá funcionar quando todos os pacotes parecem tão profissionais e atraentes. Por isso, é importante ter a opinião de outros usuários. Comece perguntando aos seus colegas sobre suas experiências com programas. Em seguida, amplie sua busca on-line e veja o que um grupo maior de usuários está dizendo sobre os produtos. Comentários de clientes em fóruns da internet são uma ótima maneira de avaliação.

4 - Faça um test drive

Não adianta ser impulsivo. Há pessoas que saem comprando toda e qualquer coisa disponível no mercado. Depois de algumas semanas, não é raro ver que muitas dessas compras acabam empilhadas em algum armário. Antes de gastar dinheiro comprando tudo, é recomendável começar pequeno. Primeiro, é preciso avaliar pessoalmente um aplicativo. A maioria das empresas oferece gratuitamente um período de testes. Forme um pequeno grupo para avaliar o programa, acompanhe o processo que ele desenvolve. Ou seja, execute o programa de gerenciamento de projetos on-line antes de decidir comprá-lo.

5 - Treinamento adicional

Depois de ter cumprido os quatro itens anteriores, você está pronto para fazer a compra de um programa. No entanto, dependendo da complexidade do aplicativo, pode haver um conjunto enorme de funcionalidades. Assim, você e outros membros de sua equipe poderão maximizar o uso do aplicativo tendo um treinamento adicional. Primeiro, é preciso determinar o que cada um precisa realizar com o programa e então buscar um treinamento compatível com as necessidades de cada equipe de usuarios.
Comprar um programa de gerenciamento de projetos on-line é como qualquer outra compra. Precisamos entender nossas necessidades, fazer uma boa pesquisa e então tomarmos a decisão de comprar. Uma vez que passamos por esse processo, teremos uma experiência de usuário muito melhor, colhendo todos os benefícios do pacote escolhido.
fonte: project builder

Empresa 'mapeia' usuários para fazer publicidade em sites independentes


A empresa de Marco Gomes, de 26 anos, não é conhecida da maior parte da população do país, mas passa pelo dia a dia de quase todos os usuários de internet do país – 80 milhões, dos 83,4 milhões, segundo o Ibope – mais de uma vez por dia com os 3 bilhões de anúncios que veicula por mês.
Marco Gomes, da boo-box, que anuncia em sites independentes (Foto: Divulgação/boo-box)
A boo-box (escrito em letras minúsculas) tem 42 mil sites formando uma rede de veiculação de publicidade, que são mostrados apenas aos usuários que o anunciante quer atingir. “Nosso interesse é alcançar as pessoas de maneira segmentada, exibir a maior publicidade possível de acordo com o interesse de cada um. Um tem interesse em moda, vamos estar presentes (na navegação dele) com os anúncios que pediram para estar presentes para esse público”, diz Marco.
Para conseguir fazer isso, a empresa desenvolveu uma tecnologia que integra e mapeia os usuários de 370 mil blogs, sites independentes e perfis em redes sociais e direciona a publicidade de forma selecionada de acordo com o perfil de uso da internet, os interesses e a região em que o usuário está. “Você entrou no Google e colocou: ‘qual o melhor pneu para meu carro?’. Geralmente você clica em sites independentes, blogs sobre carros, então, em média, as pessoas entram em mais de um site afiliado à boo-box por dia”, explica Marco.
O robô desenvolvido por eles analisa 42 características de cada computador que acessa um dos sites afiliados e avalia o perfil da navegação. Vendo em que tipos de site a pessoa entra – se tem textos curtos ou longos, muitas ou poucas fotos, uma linguagem formal ou coloquial, por exemplo –, a empresa aprende que tipo de comportamento o usuário tem e usa o mapeamento para definir para quem vão os anúncios.
Escala
O diferencial, na hora de direcionar os anúncios, é a escala que a boo-box alcança, aponta Marco. “Muitas empresas de publicidade analisam dados da navegação dos usuários, mas nenhuma consegue colocar anúncios em sites independentes na mesma escala que fazemos, em 3 mil, 10 mil sites e milhares de perfis de twitter ao mesmo tempo”, diz, se referindo aos 42 mil sites que veiculam os anúncios – e ganham por isso.
Uma campanha da Guaraná para ensinar as mães a navegar na internet, por exemplo, alcançou 14 milhões de visualizações, entre vídeo, mídia gráfica e publieditoriais em sites afiliados à boo-box, segundo o empresário.
O negócio começou em 2006 pelas mãos de Marco e um outro funcionário e hoje tem uma equipe com 50 pessoas. Os clientes começaram a chegar em 2009 – eram quatro, hoje passam de 1.500.
A boo-box tem 50 funcionários e recebeu investimentos de fundos como Monashees e Intel Capital (Foto: Divulgação/boo-box)A boo-box tem 50 funcionários e recebeu investimentos de fundos como Monashees e Intel Capital (Foto: Divulgação/boo-box)
A ideia de Marco foi trabalhar com a publicidade em um nicho que estava despontando em audiência na internet: páginas independentes e blogs. Em 18 meses, ele conseguiu desenvolver uma tecnologia que permite anunciar ao mesmo tempo em milhares destes sites "isolados". A ideia e sua implementação renderam biografia contada em livros americanos e o quinto lugar na lista das empresas de publicidade mais inovadoras do mundo, segundo a revista Fast Company.
Tamanho
A empresa não divulga o faturamento, mas aponta entre os 500 grandes clientes (há outros 1.000 pequenos) empresas como Claro, Vivo, Microsoft, Itaú, Fiat, Unilever e P&G, responsáveis por 90% do faturamento. Também já recebeu US$ 300 mil em investimentos de fundos internacionais como o Monashees Capital, fora alguns outros milhões de dólares do Intel Capital, segundo Marco.
Mas nem só de grandes anunciantes vive a boo-box – 10% do faturamento vem de mil clientes pequenos, que pagam a partir de R$ 10. Empresas como clínicas de estética, recuperação, cursos de inglês, fabrica de tinta de parede, e-commerce que conseguem divulgar seus produtos para um público bem específico.
fonte: g1.com

Sustentabilidade: compromisso de todos, dever da liderança


Filho de um inglês com uma piauiense, Oscar Clarke, presidente da HP no Brasil, considera a diversidade fundamental para compreender as ideias e práticas socioambientais. "A sustentabilidade na minha família era de tal grandeza que nós todos nos entendíamos, mesmo com as limitações dos idiomas", brinca. No respeito às diferenças e na harmonia entre elas reside, talvez, um dos primeiros insights do líder sobre o tema.
No entanto, o que realmente modificou os valores de Clarke e o fez olhar para a sociedade, as pessoas e o próprio planeta de forma diferente foi uma "experiência sobrenatural". Durante uma manobra em um teste para se habilitar como piloto de acrobacias, o presidente da HP perdeu o controle da aeronave. Depois dos três giros programados, desesperou-se, soltou o manche e aguardou a tragédia. Inexplicavelmente, porém, a aeronave restabeleceu o voo horizontal e ele conseguiu pousar em segurança. Na época, agnóstico, mudou de imediato seu posicionamento.
A história foi compartilhada com o público para mostrar algumas características do líder sustentável, como a esperança, o otimismo e a valorização das pessoas e do ambiente. Clarke considera seu dever transmitir esses valores aos seus colegas de trabalho, a fim de motivá-los e engajá-los numa mesma causa. Conforme contou, "já em 1957, numa reunião com lideranças da empresa, os fundadores da HP firmavam o compromisso da companhia com o desenvolvimento social e ambiental".
O relato confirma a crença de Clarke de que a agenda da sustentabilidade deve partir da liderança. Afinal, "na condição de líderes, cabe a nós o papel de contagiar positivamente a empresa, a sociedade e o ecossistema em que vivemos." 
Assista abaixo à palestra de Oscar: