quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Itens que não podem faltar para o sucesso: Conhecimento, experiência ou entendimento sobre os projetos.


Existem determinados momentos em que um gerente de projetos ou um membro da equipe não tem certeza do que fazer. Quando isso acontece, provavelmente é porque falta alguma coisa. No nosso dia a dia, normalmente o que falta são todas ou algumas dessas áreas fundamentais: conhecimento, experiência e os benefícios que se esperam dos projetos.


Tome um projeto de TI, por exemplo. Digamos que você esteja no comando da implantação de novos computadores e tem de reorganizar todas as estações de trabalho. Em primeiro lugar, precisará ter a clareza das suas necessidades e avaliar se o orçamento é suficiente para os recursos necessários e as atividades que serão executadas. É o seu conhecimento e a sua experiência em gerenciamento de projetos que vão ajudá-lo a completar suas tarefas de forma correta.



Na sua trajetória, provavelmente você teve experiências em que acreditou ter clareza das metas e direções do projeto. No entanto, dependendo de sua fonte de informação ou da falta de conhecimento sobre o funcionamento de determinada organização, poderia ter ido para a direção incorreta. 

Independentemente do seu conhecimento ou experiência em gerenciamento de projetos, cada stakeholder (as partes interessadas) e líder de projeto tem peculiaridades que você precisa entender em profundidade, para não correr o risco de falhar ou sofrer um impacto negativo no negócio. 

Pode parecer óbvio, mas percebemos que muitas pessoas procuram por soluções criativas e avançadas para coisas que são simples. Gastam uma grande dose de energia e tempo para chegar a uma alternativa complexa, em vez de enxergar o mais simples. 
O que falta são conhecimentos, experiências ou o entendimento dos objetivos e direções do projeto. 

Compare com sua vida pessoal para comprovar essa afirmação. Pense em alguma situação que esteja problemática ou em algo que não funcione muito bem. Provavelmente falta conhecimento, experiência ou compreensão sobre o assunto, admita isso ou não. 

Alguma vez você já se sentiu inseguro sobre o que fazer em um projeto? 

Percebeu que estava faltando alguma coisa nessas áreas fundamentais? 

Gerenciando o seu projeto: três requisitos para o sucesso


Não importa o tipo de projeto que você está gerenciando, seja um esforço isolado ou uma operação multi-organizacional, os três itens seguintes são essenciais para o seu sucesso:

       1 - Informação: Descrições precisas e no momento certo de:
  • Planos: O que você se propõe a fazer, quando e por quanto.
  • Riscos: A probabilidade e as conseqüências das atividades não acontecerem conforme planejado.
  • Performance: Avaliação do progresso atual, do que foi executado, dos problemas encontrados e das ações corretivas.
2 - Comunicação: Compartilhamento destas informações com a equipe e com os demais públicos-alvos do projeto.
3 - Compromisso: Determinação dos indivíduos, da equipe e da organização para alcanças os resultados desejados.
Fonte: projectbuilder.com

Site apresenta panorama da educação no Brasil e dados detalhados sobre todas as escolas do país

Nesta terça-feira (6), a Fundação Lemann e a startup Meritt Informação Educacional lançam o portal QEdu, uma plataforma de informações sobre a Educação Básica no Brasil. O portal permite que qualquer pessoa, especialista ou não, encontre dados sobre a qualidade da educação de forma clara e interativa, possibilitando conhecer a fundo o desempenho de nossos estudantes e os fatores a ele relacionados.

Tendo como fontes a Prova Brasil e o Censo Escolar, o QEdu reúne informações detalhadas sobre cada escola, cidade e estado do país, permitindo desde comparações simples até análises mais aprofundadas. Outro diferencial do portal é a disponibilização de um grande banco de dados sobre o perfil dos estudantes, diretores e professores, e um detalhamento sobre as condições de infraestrutura e matrícula nas escolas.

"Um dos maiores desafios foi organizar essa imensa base de dados, transformando diversos números e conceitos em informações relevantes para diferentes públicos", diz Ricardo Fritsche, co-fundador da Meritt e um dos idealizadores do portal. Alexandre Oliveira, também co-fundador da startup, complementa: "Criamos uma ferramenta bastante interativa, que permite uma compreensão intuitiva e muito mais clara dos dados apresentados".
O QEdu é uma plataforma gratuita e aberta, com foco em públicos como gestores educacionais, jornalistas e interessados em educação. Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, ressalta a importância da plataforma no debate sobre educação brasileira. "Ainda que o Brasil tenha muitos dados educacionais disponíveis, eles não são amplamente divulgados ou efetivamente utilizados pelos gestores. O objetivo do QEdu é mudar esse cenário e, com isso, ajudar a melhorar o desempenho dos alunos"
Fonte: administradores.com

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Coaching: Os cuidados para sua marca não desaparecer do mercado


Arapuã, Mappin, Mesbla, Kolinos, Cica, Gurgel e Bamerindus. Esses são alguns exemplos de marcas poderosas, que impactaram diretamente o consumidor por anos a fio, mas que, de uma hora para outra, 'desapareceram' do mercado. Mas qual é o motivo? O que leva uma empresa a dar fim em uma marca?
A maioria dessas marcas desapareceu devido à fusão de uma empresa com outra. Esse é o caso da Cica, que foi fundada em 1941, e mudou de dono várias vezes, sendo que, a Unilever foi um deles. Em 2003 foi criada a Knorr Cica e em 2007 a marca foi eliminada do mercado. Outro caso é o da Kolynos, uma das mais célebres na área de cremes dentais no Brasil. Sua fabricante, a subsidiária brasileira dos laboratórios Wyeth-Whitehall foi comprada numa operação mundial pela Colgate. Ao proibir o uso do nome Kolynos, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade, na época, tentou evitar o que considerava uma "concentração excessiva", já que as marcas Colgate e Kolynos, juntas, detinham aproximadamente 79% do mercado nacional. Uma decisão inédita no Brasil tirou a Kolynos do mercado por quatro anos. Em 2003, a Colgate decidiu aposentá-la. Resultado: a Kolynos se transformou num daqueles estudos clássicos da gestão e do marketing.

Todos nós, como consumidores, percebemos como o mundo está mudando de forma acelerada. As relações dos consumidores com os produtos e serviços seguem um caminho que já está traçado. Esse fato só reforça a importância das marcas em nossas vidas. Neste mundo globalizado, onde várias marcas já não mais existem, que os empresários, principalmente os pequenos e médios, devem fazer para que suas marcas entrem e permaneçam na galeria daquelas que vencem o jogo do mercado, numa disputa tão acirrada e competitiva?
Independente do porte ou segmento da empresa é importante, em primeiro lugar, saber gerenciar a marca de forma eficaz e efetiva. O objetivo é evitar problemas de imagem com os produtos e serviços ofertados. Vale lembrar que hoje, além da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon, há diversas mídias sociais, como oFacebook, Twitter, e sites especializados em reclamações. O Reclame Aqui, por exemplo, é um deles: com mais de quatro milhões de pessoas cadastradas e uma média de 7 mil reclamações de consumidores por dia, o que antes era um canal informal de queixas se tornou uma eficaz ponte entre empresas e consumidores. Não é a toa que essas mídias causam mais danos às marcas do que o Procon!
Os empresários não podem ignorar, de forma alguma, o poder dos usuários nas redes sociais para a imagem de sua marca. O acesso à informação está cada vez mais fácil. Ou seja: tudo que diz respeito a uma determinada marca não é mais segredo para ninguém. Um exemplo: no dia 17 de outubro a Marisa lançou a campanha Primavera/Verão. O filme, que foi ao ar em rede nacional, causou enorme controvérsia nas redes sociais, porque uma moça magra apareceu experimentando peças de roupa e se olhando no espelho, ao comentar seus esforços para conquistar a silhueta sequinha para o verão. O texto faz uma "justa homenagem às leguminosas e sopas ralas que fizeram minhas refeições menos alegres, mas que farão meu verão mais feliz". Com certeza, a Marisa chamou atenção. Mas não do modo que almejava. Na página da marca foram inúmeras críticas que acusam a loja de machismo e de estar fazendo apologia aos distúrbios alimentares. De uma hora para outra, o slogan da maior rede de lojas de moda feminina e íntima no Brasil se tornou "De mulher pra mulher. Machista".
Nesse contexto, podemos perceber o nível de relacionamento que os clientes têm com a marca a todo o tempo. Para os detentores desse poderoso instrumento de comunicação, é importante se posicionar, encontrar um caminho ainda não explorado e atuar de forma criativa e eficaz sobre o mercado. É imprescindível sempre lembrar que as pessoas, ao consumirem uma determinada marca, sabem que estão levando um conjunto de valores por trás dela. Uma marca tem o poder de transmitir confiança, criatividade, responsabilidade e ética. Ela é muito mais que um logotipo. Qualquer pessoa que deseja ter um negócio bem sucedido, precisa, antes de mais nada, se preocupar com a marca.
Maria Isabel Montañes é diretora da Cone Sul Assessoria Empresarial e especialista em marcas e patentes há 26 anos. 
FOnte: administradores.com

O que você quer ser quando crescer?

Às vésperas dos principais vestibulares do país, muitos jovens costumam procurar serviços de orientação profissional para escolher a carreira que seguirão durante suas vidas. Em meio a um turbilhão de dúvidas, um dos principais pontos de reflexão incide sobre como a decisão que farão afetará diretamente sua qualidade de vida.

De início, quando crianças, sonham em ser bombeiros, astronautas, jogadores de futebol, bailarinas. Estimuladas pela família ou baseadas em arquétipos do herói, do invencível, da pureza, essas crianças começam a delinear o seu próprio projeto de vida, imaginando e ilustrando como serão quando crescerem.
Conforme o tempo vai passando, novas experiências são adquiridas, novos conceitos são assimilados e muitas famílias incorporam o papel de destruidoras de sonhos. "Como é que você quer ser bailarina, filha, se não consegue nem abrir um espacate na educação física da escola?". "Músico? Sim, você pode tocar quando quiser. Mas qual será sua profissão?".
Imagem: Thinkstock

Já adolescentes, novas ambições e desejos são constituídos, associados não só à sua própria individualidade, como também à personalidade de seus pais. O pai de Eduardo, por exemplo, é médico e ele gostaria muito que o filho seguisse sua profissão. Além de, na maioria dos casos, ser compensador financeiramente, acredita que a profissão lhe dê status, poder e grande reconhecimento. Mas Eduardo tem pavor a ferimentos, cortes, sangue e, principalmente, à biologia.
Se já não bastasse a angústia e insegurança diante da escolha profissional e da promessa de ter ou não uma carreira de sucesso, esse jovem se depara com um verdadeiro conflito familiar. O pai de Eduardo tem mais do que um sonho para seu filho, já tem o seu destino traçado. O medo de fracassar, de decepcionar as pessoas e de fazer a escolha errada é forte. Como solucionar esse impasse?
Pesquisas apontam os benefícios que programas de orientação profissional podem trazer não só ao jovem indeciso, quanto àquele que já possui certa convicção do caminho que pretende trilhar. Em primeiro lugar, é importante que o jovem conheça suas inclinações profissionais – o que gosta e não gosta de fazer, o que o desafia, o que o motiva, quais são suas habilidades, que tipo de conhecimento gostaria de adquirir, de que forma pretende contribuir com a humanidade.
Eduardo gosta de plantas. Sempre ajudou a cuidar do jardim. Rega, aduba e conversa com elas. É capaz de fazê-las sobreviver quando já estão caídas. Também tem verdadeira paixão por aeromodelos. Projeta, constrói, conserta e se interessa muito sobre seu funcionamento aerodinâmico. Gostar de plantas e ter habilidade em seu manuseio não parecem suficientes para escolher uma carreira como biologia, ainda mais quando não se tem afinidade com ela. Por outro lado, procurar entender a física que possibilita o voo pode ser um indício de inclinação às ciências exatas.
Tendo um pouco mais de clareza e conhecimento sobre si mesmo, o segundo passo é investigar as profissões existentes, os cursos oferecidos pelas universidades e o mercado de trabalho. Muitas profissões surgiram com o avanço tecnológico, envolvendo a urgência pela preservação do planeta, o crescente contingente populacional, o relacionamento familiar e social e o incremento do poder aquisitivo.
Analisar médias salariais, campos de atuação, desenvolvimento de atividades, demandas do mercado e potenciais locais de trabalho nacionais e regionais constituem-se como fatores fundamentais na escolha consciente de uma profissão. E todo esse processo deve ser acompanhado pela família, que não deve atuar de forma autoritária, impondo ao filho um sonho que não é dela, mas também não pode ser negligente, deixando o jovem tomar a decisão que lhe cabe, mas sem apoio algum. À família cabe o papel de facilitar a escolha da carreira pelo jovem, seja oferecendo informações pertinentes sobre o assunto ou proporcionando suporte emocional.
Participando de programas de orientação profissional e sendo amparados por suas famílias, certamente muitos "Eduardos" demonstrarão mais segurança e confiança quando, finalmente, tiverem que decidir o seu futuro profissional. 
Fonte: administradores.com

Como a imaginação, a criatividade e a inovação podem revolucionar uma empresa? Sir Ken Robinson explica

Talento. Essa é uma característica cada vez mais exigida no mercado. Se antes precisava-se dos trabalhadores operacionais, hoje, os profissionais do conhecimento - aqueles que colaboram com ideias e agregam mais valor ao trabalho - tem sido cada vez mais procurados.

No entanto, de acordo com Sir Ken Robinson, autor do livro "O Elemento Chave" e um dos principais experts em criatividade mundial, ainda existe uma barreira que impede muitos profissionais de descobrirem o que podem extrair melhor de si. "Muitas pessoas não fazem ideia dos seus talentos verdadeiros e a maioria desses adultos passam a vida inteira fazendo coisas que não gostam, tem um emprego que só serve para pagar as contas e só esperaram o fim de semana chegar", afirma em sua palestra na Expomanagement.
Para Ken Robinson, o grande problema está na forma que o sistema educacional atua, que não estimula as pessoas a pensarem diferente. "Todos nós nascemos com talentos enormes, mas todo o talento é como o mineral, precisa ser extraído. As pessoas não sabem extrair o seu verdadeiro talento porque o modelo educacional do último século vem suprindo a imaginação", indica.
Foto: HSM/divulgação

Para o especialista, o mundo atual exige uma mudança rápida nesse modelo, principalmente porque as tecnologias e o próprio mercado vêm mudando rapidamente. "A inovação das empresas é uma das prioridades estratégicas existentes. Empresas devem ser criativas constantemente. Daqui a 20 anos as novas tecnologias já estarão ultrapassadas e muitas empresas não vão resistir a isso", destaca.
Muitas empresas estão interessadas nesse processo, mas elas não podem inovar da noite para o dia. O desafio para a inovação, explica Sir Ken Robinson, está no processo de incentivar a criatividade e promover a imaginação.
"A imaginação nos permite trazer à mente algo que não está disponível para ser captado por nossos sentidos. Tudo o que é humano vem do poder da imaginação. A criatividade consiste em colocar a imaginação para trabalhar. E a inovação significa colocar as boas ideias em prática", explica o especialista

Os mitos da criatividade

Sir Ken Robinson acredita que existem algumas coisas que minam a criatividade, principalmente ideias pré-concebidas sobre o seu real significado. O especialista destaca que existem três grandes mitos em torno dela que dificultam a implementação da cultura de inovação, ou seja, o incentivo para que o profissional seja mais criativo no dia-a-dia das empresas.
Mito 1 – Só pessoas especiais são criativas
"Existe um mito em achar que criatividade requer coisas especiais ou pessoas especiais. No entanto, fazer uma comida, administrar, construir uma casa, tudo é fonte potencial de pensamento criativo. O que temos é uma cultura de inovação que deveria envolver a todos. Muitas organizações dividem as equipes em pessoas criativas e não criativas, e isso não deveria acontecer", destaca.
Mito 2 – A criatividade requer atributos especiais
"Muitas vezes me pergunto como é possível incentivar a imaginação e me respondo que uma forma é com novas experiências. Se você nunca foi a uma galeria de arte, visite alguma; se nunca viu balé, assista a um espetáculo; se não costuma ir a eventos esportivos, vá a um; se sempre segue o mesmo caminho de casa para o trabalho, tente um diferente. Estimule sua imaginação com um novo fluxo de ideias", indica.
Mito 3 - Ou você é bom ou não é
"É preciso estabelecer um clima no qual as pessoas contribuam com ideias. É uma passagem do estado de comando e controle para o de controle climático.
"Para ser um grande líder não é preciso ter ideias o tempo todo, mas criar um ambiente que permita que as ideias possam ser criadas. Ele tem que envolver a organização inteira", finaliza. 

Por que é tão difícil inovar?

Há um tempo foi criado um debate, através de um grupo no LinkedIn, sobre "qual seria o maior obstáculo à inovação?". Em um mês, as respostas somaram quase 400. A primeira coisa que constato, então, tamanha adesão ao tema, é a aceitação quase unânime de que inovar é difícil.
OK, fácil não é. Mas uma inovação não pode ser tão difícil a ponto de ser evitada, sobretudo quando visualizamos que ela pode valer à pena. Aliás, será que umas das dificuldades em inovar não é justamente a incapacidade de assegurar o seu sucesso antes de ele acontecer?
Voltemos à discussão do LinkedIn: Entre as respostas, quase todas em apenas em uma palavra, 16 mencionavam o medo como maior obstáculo, e umas 20 tinham o componente medo embutido, como aversão ao risco, preconceito, conservadorismo, etc. Passividade, inércia, indiferença e similares vieram logo depois, seguidos pelas questões mais práticas, como falta de tempo, dinheiro, planejamento ou excesso de burocracia.

Desprezando as respostas incompreensíveis ou bizarras, ficamos com uma saraivada de questões de cunho comportamental até chegarmos aos obstáculos concretos. E a comunidade em questão nem é de psicólogos, mas sim de profissionais que atuam com inovação!
Mas a questão do medo ter sido citada em primeiro lugar faz sentido: o novo, por definição é desconhecido, e o ser humano é programado para reagir mal ao que não conhece. Programado mesmo: há uma parte do nosso cérebro, não a toa chamada de cérebro reptiliano, que é igualzinha a dos animais. E o que os animais fazem diante do desconhecido? Fogem ou atacam. O que fazem os humanos diante de uma proposta de inovação? Fogem ("isso não é prioridade da empresa", "não tive tempo para cuidar disso" etc.) ou atacam ("que ideia maluca!", "de onde vamos tirar o dinheiro para isso?"...).
Então, aqui vai a primeira dica para quem quer disseminar uma inovação: não deixe seu interlocutor desconfortável, sem entender direito do que se trata, pois aí ele "solta os bichos". Leve-o a um patamar menos primitivo, seja pelo lado emocional, apelando para a empatia ou pelo racional, apelando para os benefícios da inovação em questão.
Isto é válido para a apresentação de uma inovação para chefes e colegas, assim como para o texto que um profissional de comunicação irá fazer para apresentar um produto inovador.
Agora, uma coisa é o medo instintivo, outra, completamente diferente, é a dificuldade em administrar riscos. Pois é, em se tratando de inovação, risco zero não existe, mas existem formas de minimizar ou reverter riscos potenciais de uma ideia.
Criei uma fórmula bastante simples para dar uma visão das consequências negativas que uma ideia pode gerar. Basta listar todos os problemas potenciais e depois analisar como cada um deles pode ser evitado, revertido ou compensado. Se a maioria deles não tiver solução, aí sim, pode-se pensar em desistir, mas abandonar uma ideia antes disso pode ser um grande desperdício.
Passemos então para as questões mais palpáveis: por exemplo, a falta de tempo. Poderíamos alegar que, no caso de um profissional de comunicação, o tempo que ele leva para fazer um texto inovador não é muito maior do que um "Control C, Control V" de seu arquivo mental. E gerar ideias, por si só, nem sempre toma tempo, pois elas podem surgir em momentos de não trabalho, como no banho, na prática de esportes e assim por diante.
Na verdade, o tempo que se precisa para inovar acontece antes e depois da grande ideia: é preciso tempo para absorver inputs sobre um produto ou serviço, captar as tendências do mercado, as necessidades dos clientes. E não apenas tempo. Para alimentar nossas mentes, para que elas gerem as futuras ideias, é preciso um estado de relaxamento, nada de culpa por não estar "trabalhando de fato".
É preciso também tempo para formatar e vender ideias realmente inovadoras: tudo o que for diferente do esperado irá demandar exposições, explicações e, por que não, protótipos.
O Google tem uma proposta interessante para seus profissionais: a chamada estratégia do 70/20/10. Explicando: 70% do tempo deve ser dedicado aos principais produtos da empresa, 20% do tempo aos serviços secundários e os 10% restantes são para a inovação.
Se 10% for muito, pode-se tentar 5 ou 2%. O importante é que algum tempo seja dedicado de fato, por inteiro, ao processo de inovação.
Falemos de outro recurso precioso: o vil metal. Precisamos de dinheiro para projetos, protótipos, até para convencer pessoas sobre os benefícios de uma inovação. Mas, será que não dá para ser criativo e reduzir os custos de implantação de uma inovação? Afinal, uma boa ideia muitas vezes se sobressai pela simplicidade.
Enquanto eu escrevia este artigo, mais três pessoas deram seus palpites no LinkedIn sobre as dificuldades para se inovar. Ninguém inovou na resposta. Até porque falar sobre como certas coisas atrapalham nossas vidas é fácil demais.
Dizem que inovar é difícil. Concordo. Mas nada que umas pitadas de criatividade associadas à determinação não resolva...
Gisela Kassoy - Especialista em Criatividade, Inovação, Adoção de Mudanças e Programas de Ideias. Atua com consultoria, seminários, palestras e facilitação de grupos de ideias. Realizou trabalhos em quase todo o país e nos EUA, Europa e América Latina. 
FOnte: administradores.com