quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Os novos direitos dos trabalhadores domésticos: um tiro pela culatra?

Aprovada em segundo turno na Câmara dos Deputados, por imensa maioria de votos – 347 a favor a apenas 2 contra - a Emenda Constitucional 478/2010 por meio da qual se pretende alcançar a revogação do parágrafo único do artigo 7º da Constituição Federal de 1988: São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX, XXI e XXIV, bem como a sua integração à previdência social.

A PEC, que agora segue para votação ao Senado Federal, tem por objetivo adequar o tratamento legal conferido aos trabalhadores domésticos nos termos da Convenção Internacional do Trabalho 189, aprovada em junho de 2011 pela Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil participa como país membro e signatário. Esta adequação é necessária na medida em que em nosso país os trabalhadores domésticos não são tutelados, como os demais trabalhadores, pela Consolidação das Leis do Trabalho, e sim pela lei 5.859/72 e Decretos 71.885/73 e 3.361/00.



Na prática isto significa que se pretende é assegurar aos trabalhadores domésticos direitos tais como o recebimento de horas extras (consideradas a jornada padrão de 8 horas diárias e 44 horas semanais), adicional pelo trabalho noturno (considerado, para os trabalhadores urbanos, o realizado entre 22h00min e 5h00min), salário-família, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, seguro-desemprego, benefício por acidente de trabalho, adicional de periculosidade ou insalubridade.
Como toda alteração legal, faz-se necessário refletir sobre suas consequências. Se de um lado se reconhece por justo conferir aos empregados domésticos os direitos já assegurados aos demais trabalhadores, de outro lado temo pela perda de significativo número de postos de trabalho.
Diferentemente do trabalhador empregado em empresa, o trabalhador doméstico exerce suas funções em favor de uma família, no ambiente da residência, tendo no exercício de suas funções características muito próprias e diferenciadas. Por exemplo, dificilmente há controle efetivo de sua jornada, pois muito mais importa ao empregador a realização das tarefas do que o tempo de sua realização. Ainda, muitas são os empregados domésticos que permanecem sozinhos na residência enquanto seus patrões encontram-se trabalhando ou exercendo suas atividades externas.
Nada obstante a certeza de que os trabalhadores domésticos merecem a tutela da lei, conservo quase igual certeza de que muitos poderão perder seus empregos e justifico minha compreensão. Por integrar o orçamento doméstico, muitas famílias já não contam com empregados domésticos e optam por contratar diaristas, o fazendo na intenção de justamente não configurar o vínculo empregatício e responder pelas obrigações trabalhistas – alertando-se ao fato de que há compreensão jurisprudencial predominante no sentido de que se a diarista trabalhar mais de duas vezes por semana já se configura o vínculo (sem embargos das compreensões minoritárias no sentido de que já se caracteriza o vínculo com labor exercido duas vezes por semana).
Se muitas famílias já se utilizam deste expediente, penso que muitas outras também o farão em razão do considerável aumento dos encargos trabalhistas, pois o impacto no orçamento doméstico será por demais significativo, muitas vezes a ponto de inviabilizar a continuidade do emprego e até mesmo de incentivar a informalidade.
Perderão muitos empregados domésticos postos de trabalho? Preferirão patrões e empregados assumir o risco da informalidade? Estas conquistas dos empregados domésticos são, de fato, conquistas práticas para toda categoria? No fim das contas, haverá benefício ou prejuízo? Estas são apenas algumas de muitas questões que só com o passar do tempo e teremos as respostas, cabendo-nos por ora, aguardar seja concluído o trâmite legislativo e refletir sobre um futuro não tão distante.
Em minha particular opinião – gostaria muito de estar equivocado e respeito opiniões outras – o tiro sairá pela culatra, pois de nada adianta aquilatar o rol de direitos de quem não os poderá gozar diante da provável perda do emprego ou não contratação. Salvo exceções, minha triste expectativa segue no sentido de prejuízo à grande maioria dos empregados domésticos que, repito, em razão da evidente oneração, perderão seus postos de trabalho.
Fernando Borges Vieira é advogado e sócio sênior do Escritório Manhães Moreira Advogados Associados, onde coordena as Áreas de Inteligência das Relações de Trabalho e Comunicação Corporativa.
fonte: administradores.com

Deixe de insistir e viva o diferente

Muitas vezes, perdemos tempo insistindo em algo que não renderá frutos para nossa vida por pura teimosia. Até que ponto deixamos de ser persistentes para nos tornarmos teimosos?
Semanas atrás recebi um e-mail de uma pessoa que estava tentando algo em seu trabalho que estava claro que não iria progredir conforme as expectativas dela. E eu perguntei se não seria aquele o momento de parar de tentar. O caso é específico, mas se pensarmos bem, muitas pessoas podem estar passando por momentos similares de vida (não apenas profissional).

Não existe uma resposta certa, cada pessoa tem de parar e profundamente analisar aquilo que é realmente importante em sua vida, para saber se é o momento de continuar tentando ou simplesmente buscar uma nova rota.
 
 
Se for o sonho da sua vida e, após refletir muito, tiver a certeza que não vai aguentar viver sem ter feito isso, tem mais é de continuar e criar uma estratégia para se tornar relevante ao cargo. Procure cursos que complementem sua formação, reforce seus idiomas, procure uma faculdade de prestígio, aumente seu networking ou se envolva em projetos que ajudem você a dar o próximo passo.
Agora se você está fazendo simplesmente no automático, talvez seja o momento de repensar e mudar. A vida não é estática. A vida não pode ser milimetricamente planejada. O medo do novo, de mudar, de experimentar o diferente gera acomodação e é ela que faz você não sair do padrão que criou para você mesmo.
Mudar não é fácil, mas faz um bem realizador. Se quiser dar o primeiro passo para mudar comece a listar tudo que faz rotineiramente, para não cair no erro de reforçar essas ações e desenvolva a lista do diferente.
Um trajeto diferente para o trabalho, um celular diferente, um curso diferente, um evento diferente, uma viagem diferente, um restaurante diferente, um relacionamento diferente, etc. Quanto mais "diferente" você começa a ser, mais o medo de mudar vai deixar de existir. Comece com as coisas pequenas, e você verá que a coragem de mudar coisas maiores vai aparecer.
Não gaste seu tempo à toa, parafraseando meu amigo Miguel Cavalcanti, o mais complicado na maior parte das vezes não é gestão do tempo, é a gestão da coragem. Coragem de fazer o diferente! Que tal começar agora? Acesse um site diferente ou mande uma mensagem para uma pessoa diferente!
Viva o diferente!
fonte: administradores.com

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Coaching: 5 “micos”comuns nas festas de confraternização

As festas de confraternização já começaram. Você já foi convidado? Então, antes de aceitar o convite saiba o que pode acontecer. Quem trabalha em RH que o diga. Surgem histórias, algumas muito boas e divertidas, outras, nem tanto...



"QUEREM QUE EU SEJA SINCERO COM VOCÊS?"
Restaurante fechado, mesas reservadas e a festinha rolando com total animação. Todos se divertiam e sorriam até que o diretor com "12 anos" na cabeça (Uísque, viu?!) decidiu subir na mesa e fazer uma seção de feedback, profissional e pessoal.
Causou indignação, espanto e lágrimas... terminou dizendo: "Eu amo todos vocês!"
Resultado: Ele não se lembrava de absolutamente nada do dia seguinte.
"OLHA A ÁGUA!"
A festa de confraternização foi "in company". Bastava empurrar os móveis e arrumar a mesa para receber os sanduíches de metro e os refrigerantes.
Um engraçadinho então decide retirar o bebedouro do lugar para acordar o colega que não estava muito entusiasmado com a festinha.
Resultado: Um pequeno dilúvio e festa cancelada pelos próximos 100 anos.
"QUEM QUER CARONA?"
A festa de confraternização foi marcada num sítio no interior de São Paulo. Carona seria um problema, mas a turma do telemarketing resolveu a situação alugando uma Van. O veículo, sem manutenção, enguiçou na porta do evento impedindo a entrada de todos os convidados. Com direito a fumaça e xingamento por parte do motorista.

Resultado: Todos os convidados tiveram que estacionar na estrada e assim permaneceram até o final do evento.
"TÔ NA PISTA!"
Em 2010 uma empresa de eventos que prestava serviços para meu cliente teve muitos problemas com seus garçons. Eles eram rapazes muito bonitos.

Resultado: As funcionárias da empresa se empolgaram na bebida e, infelizmente, pensaram estar no "clube das mulheres".
Resultado: Ficaram mal faladas, porém de namorado novo.
"ODEIO CESTA DE NATAL!"
A colaboradora acabou de receber uma cesta de Natal da empresa...

Você pensa: que bom, afinal ser lembrado é algo fantástico, inclusive diversas pesquisas sobre satisfação dos funcionários sempre apontam reconhecimento como o primeiro item da lista dos desejos.

Porém, ao invés de agradecer aos patrões ela, muito brava, diz: - Como eu vou levar isto?
Resultado: No ano seguinte a moça não fazia mais parte do quadro de funcionários.
Fonte: administradores.com

3 passos para ser mais eficiente no trabalho


Com o fim de ano, sua lista de tarefas para serem cumpridas possivelmente só aumenta. Para ajudar você a ser ainda mais eficiente e conseguir cumprir todos os trabalhos e exigências sem estresse, separamos três dicas simples separadas em passos para que você alcance maior rendimento em seu trabalho ou nos estudos.



Confira três passos para ser mais eficiente no trabalho: 

  1. Estabeleça suas prioridades
O primeiro passo é provavelmente o mais importante. Separe alguns minutos para listar todas as coisas que precisa realizar e, em seguida, hierarquizar as mais importantes e urgentes.

 2. Elimine as tarefas opcionais
Quando se está muito ocupado, é melhor eliminar as tarefas opcionais para que as mais importantes ou urgentes não sejam prejudicadas. Ao escrever tudo o que você deve fazer, identifique as coisas que podem ser deixadas para outro dia ou momento e se concentre no que é mais relevante.

3. Não complique as tarefas
Se você tem alguma tarefa que exige pesquisa, por exemplo, não espere que todas as informações sejam reunidas para que você possa começar a escrever. Procure montar pelo menos um rascunho para que já possa identificar quais são os principais aspectos ou problemas que devem ser tratados no texto. Da mesma forma, em outras tarefas, não passe por burocracia desnecessária, seja objetivo.

fonte: universia.com

Walt Disney: o homem que virou negócio

Nascido em Chicago, na alvorada do século XX, Walt Elias Disney saiu de casa cedo. Aos 16 anos, durante a 1ª Guerra Mundial, tentou se alistar ao exército norte-americano, mas foi barrado, por ainda ser menor de idade. Mesmo assim, conseguiu uma vaga na Cruz Vermelha, através da qual trabalhou na França, dirigindo ambulâncias.



No entanto, por incrível que pareça, a grande reviravolta da sua vida não foi deixar o lar e estar em meio a um dos conflitos mais sangrentos da história. A entrada no mundo da arte na volta aos Estados Unidos foi a mudança de percurso que, de fato, revolucionou sua vida.
Com a pequena produtora Laugh-O-Gram, que montou com o irmão Roy e o amigo Ub Iwerks, Disney começou a fazer animações de contos de fada, que eram exibidas na abertura dos filmes do cinema local. Nos anos seguintes capitaneou diversas transações e, mesmo entre prejuízos e calotes que sofreu, conseguiu lançar no mercado sua mais célebre criação: o Mikey Mouse.
 
Depois do lançamento do simpático camundongo, diversos personagens foram sendo incorporados à hoje bem extensa lista de figuras conhecidas da Walt Disney Company, como a Minnie, o Pato Donald e o Pluto. Além disso, ainda em vida, o empreendedor viu pronto o seu primeiro parque temático, a Disneylândia de Anaheim, na Califórnia.
Essa história de sucessos foi permeada também por diversas polêmicas, entre fatos históricos e boatos até hoje não comprovados. A mais conhecida delas é a que associa Disney à caçada anticomunista na época que ficou conhecida como macarthismo.

Vários relatos dão conta de que Disney delatou artistas de Hollywood à chamada "Comissão das Atividades Antiamericanas". Segundo o pesquisador Álvaro de Moya, autor de uma das inúmeras biografias do empreendedor, tudo começou "quando funcionários de seu estúdio entraram em greve por causa dos baixos salários". De acordo com o pesquisador, a mobilização teria sido arquitetada por um ativista ligado a uma organização socialista, o que despertou a ódio do empreendedor por tudo ligado aos ideais marxistas.
Nesses mesmos anos 1940, Walt Disney esteve no Brasil contribuindo para os esforços dos EUA no sentido de conseguir aliados durante a Segunda Guerra Mundial, o que ficou conhecido como "Política da boa vizinhança". Foi nessa época que o malandro Zé Carioca foi criado.
Entre sua ação política e a inventividade que o tornaram um dos mais aclamados gênios da nossa história recente, o fato é que – mesmo décadas depois da sua morte – Disney continua muito vivo. Na verdade, tão vivo que alguns fanáticos vão mais longe e acreditam nessa existência de forma quase literal. A lenda que ficou conhecida como "O congelamento de Walt Disney" dá conta de que o corpo do empreendedor foi congelado numa clínica de criogenia humana (técnica que mantém cadáveres intactos com o fim de ressuscitá-los um dia) à espera do momento em que – finalmente – a ciência será capaz de colocar sua genialidade de volta no mundo.
fonte: administradores.com

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Coaching: Como melhorar seu ritmo de trabalho

Um bom ritmo de trabalho exige disciplina emotivação para que possa ser estabelecido e, mesmo com as dificuldades, mantido. Se você percebe que está desanimado e que seu tempo não tem rendido como deveria no trabalho ou nos estudos, confira três dicas que podem fazer toda a diferença, se bem aplicadas:
 
 
 
 1. Estabeleça metas melhores
Para que suas metas sejam cumpridas da melhor maneira possível é necessário considerar dois aspectos: o da demanda e o do que você tem a oferecer. Pensar em suas preferências é importante, mas não são as únicas coisas a serem consideradas para estabelecer suas metas. Você também deve pensar nos fatores externos, de demandas que vêm da empresa em que você trabalha, do mercado de trabalho e de seus clientes ou, no caso dos estudos, da escola, universidades e dos professores.
 
 2. Procure enxergar todo o cenário
Não é apenas você que sofre pressões por parte de seu chefe. Ele também, independente do nível da hierarquia em que se localiza, está exposto a constantes pressões e cobranças, seja de pessoas da empresa ou de situações externas. Manter o cenário geral em mente é necessário para que você entenda as repercussões de suas atitudes e da qualidade de seu trabalho. Isso irá ajudá-lo a trabalhar bem em equipe, mas também a identificar as cobranças para trabalhar ou gerenciar individualmente quando necessário.
 
 3. Estabeleça uma rotina sólida
Como princípio dessa dica, é necessário pensar no básico: uma pessoa com hábitos de descanso ruins e alimentação precária, sem nutrientes básicos, não consegue manter bom ritmo, não apenas no trabalho, mas na vida em geral. Se você deseja ser um bom profissional, é necessário pensar que este não é seu único papel na vida e que há muito outros fatores que influenciam sua saúde e bem-estar. Para conseguir isso é necessário manter uma rotina sólida de descanso, alimentações no horário e com os nutrientes necessários, sem se esquecer da importância e benefícios da prática regular de exercícios físicos, que além de saúde, também trazem mais motivação e energia para seu cotidiano.

Fonte: universia.com

Empresas brasileiras estão preparadas para interrupções repentinas e abruptas de energia?

Nos últimos meses, o Brasil foi alvo de repentinos apagões, que afetaram alguns estados brasileiros. O primeiro de grande proporção ocorreu no dia 22 de setembro, graças a uma pane em um transformador que deixou às escuras mais de seis estados na região Nordeste do país, como Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Sergipe, por 25 minutos.
Já no dia 03 de outubro, outro apagão repentino, ocorrido por causa de um incêndio em um equipamento de um dos quatro transformadores da usina hidrelétrica de Itaipu, foi o responsável pela queda de energia por meia hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, afetando também os estados Acre e Rondônia, localizados na região Norte.
 
Após o último apagão, ocorrido em 25 de outubro, no início da madrugada, que afetou a região Nordeste do país e parte dos estados do Pará e Tocantins, na região Norte, o ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, admitiu que não é normal que tais falhas no fornecimento de energia ocorram repentinamente no país.
Mas, mesmo com toda a tecnologia à disposição, não é possível, sem o auxílio de profissionais especializados, identificar todas as ameaças e preparar um plano de contingência eficiente, responsável por minimizar os impactos e salvar vidas. Sozinhos, os governos também não estão preparados para evitar problemas como a escassez de água potável, saneamento básico, eletricidade, serviços de saúde, alimentação, entre outras necessidades, consideradas vitais para a sobrevivência. Para isso, contam com a colaboração de empresas e profissionais de diversos países, para minimizarem tais impactos e apresentarem ações rápidas e eficientes.
Esse é um desafio que daqui em diante deve ser primordial, afinal, é impossível prever quando essas catástrofes podem bater à porta. Ou seja, em continuidade de negócios dizemos sempre que a preparação e o condicionamento salvam vidas e minimizam impactos aos envolvidos. Para isso, é preciso conscientizar as instituições governamentais e privadas sobre a necessidade de se preparar para o inesperado e garantir a segurança da população, fator fundamental para o desenvolvimento de qualquer país.
Em resumo, é preciso um conjunto de estratégias, planos de ações e planos de continuidade que garantam que serviços essenciais tenham seus riscos mapeados, investimentos em medidas de tratamento destes, e para que sejam devidamente preservados garantindo as menores perdas, seja para a sociedade ou para o próprio setor público.

Gestão de Riscos e Continuidade de Negócios

Estamos em 2012, e desde 1990 sabemos que o mundo mudaria muito, principalmente devido ao BOOM tecnológico e a Internet. Energia, infraestrutura pública, transporte, saúde, saneamento básico e educação são facilmente encontrados em planejamentos da época, até os dias atuais. O que falhou tanto? Por que continuamos com os mesmos problemas, e as grandes cidades a beira de um colapso? E para eventos sazonais como Copa ou Olimpíadas como estaremos preparados?
Em Gestão de Riscos Estratégicos, especificamente em Continuidade de Negócios, fundamentamos que a preparação é a alma do negócio, ou seja, um Plano de Continuidade de Negócios pode ser o desfibrilador para uma empresa durante uma situação de crise ou desastre. Veja o exemplo das empresas públicas e privadas recentemente nos EUA, onde vivenciaram o Furacão Sandy. Ou o Japão, que gerenciou, continuou e recuperou-se em tempo recorde. Eles estavam preparados há tempos, ou fizeram tudo de última hora?
A dependência de energia elétrica é cada vez maior daqui pra frente. Mais tecnologia, mais energia e maior dependência. Uma conexão de Internet só funciona com energia. Um tablet ou um smartphone idem. Empresas param, receitas caem e desemprego é gerado.

O absurdo do descaso

Algumas coisas são curiosas, como há quanto tempo falamos da falta de planejamento urbano e ambiental nas zonas urbanas de grande volume no Brasil: 10, 20, 30 anos? Creio que sim. E o que se fez? Nada. Ou o insuficiente. É um jogando a culpa no outro e ponto. O que me assusta, é que estamos todos no mesmo barco! Há quanto tempo falamos sobre árvores mortas causando problemas em SP? De chuvas detonando a cidade? De problemas com a rede elétrica? Isso tanto faz em SP, RJ e outros grandes centros. Questionam-me se grandes centros estão preparados para situações de crises e desastres, e a resposta é NÃO!

Entenda parte do problema

Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e algumas outras forças públicas merecem todo o nosso respeito, e digo mais, fazem literalmente milagres e possuem 99,9% dos seus homens praticantes de um ideal nacionalista e humano que é de se invejar. Primeiro, por causa dos baixos salários, segundo, pelos investimentos equivocados e muitas vezes errados, terceiro por politizar muitas vezes assuntos meramente técnicos, e mesmo assim fazem a diferença. São heróis! E é por isso que corrigem, até certo ponto, muitos dos erros dos políticos que não estão ligando para nada que apontamos aqui. O problema é que remediamos demais!
Gerenciar riscos é muito mais do que remediar, é estar preparado mesmo! Mapear riscos em uma cidade, como em uma empresa, significa estudar mais rapidamente situações de risco, contabilizá-las, tratá-las e, principalmente, aplicar controles de mitigação antes que aconteçam determinados problemas. A gestão de continuidade de negócios é uma disciplina que pode auxiliar desde o cidadão, o pequeno empresário ou até mesmo a grande empresa a se preparar para situações adversas como esta, para manter suas funções essenciais. Isto inclui o setor público também.
Bom, a iniciativa privada tem o dever de investir para minimizar os impactos, e exigir menos impostos devido a estes investimentos em Gestão de Riscos e Continuidade de Negócios, bem como prêmios de seguros menores. Porém, não exclui empresas de serviços essenciais como as de Telecomunicações e Energia a investirem mais do que falam. Poderiam investir a metade do valor das multas que recebem da Anatel e Aneel que estariam muito mais preparadas.

Uma ação conjunta - Um risco menor

Falamos sempre para as empresas que Riscos, Continuidade e Segurança são responsabilidade de todos na organização. Esta mesma dica cabe aos serviços públicos essenciais e à população que precisa exigir com mais fervor que o Governo, Prefeitura e empresas envolvidas atuem conjuntamente no planejamento de Gestão de Riscos Estratégicos e Continuidade de Negócios, minimizando crises e atuando mais organizadamente em situações como estas.

Jeferson D'Addario Sócio diretor da DARYUS Consultoria, consultor sênior há mais de 15 anos em TI, Gestão de Riscos e Continuidade de Negócios. Certificado pelo DRII - Disaster Recovery Institute International - USA, BCI - Business Continuity Institute - UK, CRISC - Certified Risk Professional pela ISACA - USA
FOnte: administradores.com